Chiangwego

Chiangwego, segundo filho do General Chiang-Kaishek, então governante da China, recebe instruções em Garmisch-Partenkirchen, Baviera, junto a caçadores montanheses.
Chiangwego já possuía patente notável de oficial no Exército chinês, falava muito bem o alemão, sempre foi um camarada cordial e sociável e um campeão no tiro ao alvo.
Certa noite, a turma 6 da Kriegsshule de Munique participou da Anstich (festa da cerveja) em uma noite de festa e os bávaros, acostumados a soltar mais a língua após o décimo chope, pegaram Chiangwego no ombros e, sob aclamações elogiosas, o carregaram por todos os grandes salões. "Viva o Japão!", gritavam eles. Logo Wego, cujo país era o maior inimigo do Japão...
Após ser "solto", Chiangwego sorria, ajeitava sua gravata borboleta, como se nada tivesse acontecido, e continuava sorrindo. Martin Drewes tentou pedir desculpas pelo incidente e foi acalmado pelas palavras de Wego, ainda sorrindo:
"Martin, se nós tivermos os nossos 600 milhões (na época) tão na mão pela propaganda e disciplina, nós botamos o mundo no bolso!"
Fonte: Sombras da Noite, de Martin Drewes (Ed. Adler, 2002)
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