02 outubro, 2008

Debate na RBS

O debate da RBS TV abre com a promessa de que seguiria a mesma linha do evento promovido pela RIC Record.

Já na primeira pergunta, feita pelo candidato do PTC José Ouriques ao candidato Décio Lima, fica claro que os opositores da administração atual estão “fechados” numa estratégia e ardil ridículos. Funciona da seguinte forma: um faz uma pergunta para o outro, não para saber a posição de determinado candidato sobre um certo assunto, mas apenas para fazer críticas ao candidato Kleinubing, que por sua vez não pode responder.

E então, o candidato do PT retoma a velha estratégia de Lênin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!” Nada mais previsível, uma vez que só se espanta com o que ocorre quem desconhece por completo o passado do PT. Foi assim do início de sua participação no debate até suas considerações finais.

Com uma ou outra exceção, a tática dos candidatos de fazerem críticas ao governo escondidas em perguntas entre eles continua. O segundo bloco começa com assuntos pré-determinados, o que jogou um balde d`água fria nesse estratagema.

Entretanto, o terceiro bloco segue a mesma linha do primeiro: assuntos livres escolhidos pelos candidatos. Isto dá a brecha para a retomada das pérfidas maquinações.

E aí, a confusão reina. Há críticas a deputados que votaram contra certa medida (que seria de interesse da nossa cidade, claro), elogios à deputada da Ana Lima, e críticas o PMDB, tudo misturado e com o único propósito de manchar o candidato do governo por vias marginais. Coisa que demostra covardia intelectual.

No meio do debate ocorreu algo que me chamou a atenção de forma bastante particular. Vejam só: o candidato Kleinubing rebateu de forma firme as falácias a respeito da questão do transporte coletivo, em especial das bravatas do advogado Ivan Naatz, que fala para quem quiser (e para quem não quiser ouvir também, oras) que ele vai derrubar o reajuste das passagens concedido neste ano. João Paulo esclareceu, em resposta, que há parecer do promotor público, afirmando que não houve nenhuma ilegalidade e que o aumento poderia ser concedido. Ivan Naatz mentiu ao responder que não há decisão nenhuma e que ele nunca perde uma causa. Olhem por si:

http://blumenau.tj.sc.gov.br/cpopg/pcpoResultadoPG.jsp?CDP=0800076L10000&nuProcesso=8080027935&nuRecurso=0&cbPesquisa=NMPARTE&cdForo=8

Ivan Naatz perdeu em primeira instância e está agravando no TJ/SC:

http://tjsc6.tj.sc.gov.br/cposg/pcpoResultadoConsProcesso2Grau.jsp?CDP=01000BH220000&nuProcesso=20080168241&cbPesquisa=NMPARTE&tpClasse=J

O TJ, então, pediu para ouvir o Ministério Público:

http://www.mp.sc.gov.br/pgjInternet/index.jsp?CDP=010004DVV0000

E qual o parecer do MP? “Ante o exposto, opina o Ministério Público pelo conhecimento e desprovimento do agravo interposto (por Ivan Naatz), mantendo-se incólume a decisão interlocutória combatida (a manutenção do reajuste).”

Que coisa feia, candidato...

Aliás, covardia e mentira eram as palavras de ordem no debate. O único que se ateve ao debate e que respondeu de forma objetiva às perguntas, foi o candidato João Paulo. O resto? Um bando de aventureiros pintados de vermelho. Nada menos que isso.
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1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

mmmm...
BOM!
MUITO BOM!
BOAS OBSERVAÇÕES.

12:34 AM  

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